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Musical Évora Multipalco Eva Sopher ZilahGuindim

  • Data:
  • Teatro Oficina Olga Reverbel
Entrada franca

Há vozes que não se despedem. Permanecem habitando a memória, atravessando corpos, tempos e afetos.
ZilahGuindim nasce dessa escuta amorosa: um gesto de cuidado, reverência e reencontro com a trajetória da cantora Maria Zilah Machado, cuja presença continua a florescer na música e na história.

Mais do que recordar uma artista, este espetáculo a convida a permanecer entre nós. Sua voz é arquivo vivo, memória pulsante e herança que resiste ao tempo.

Cantar Zilah é tocar aquilo que o esquecimento não alcança. É compreender que algumas existências seguem iluminando caminhos muito depois de terem partido.

A cantora Marguerite Ramos Silva conduz essa travessia com delicadeza, pesquisa e afeto. Sua interpretação nasce do encontro entre a escuta e a criação, estabelecendo um diálogo profundo entre o passado e presente. Entre o bel canto, o jazz e o samba, Marguerite costura memórias e faz da própria voz um lugar de continuidade.

Zilah sonhava ser cantora lírica. E cinquenta e quatro anos depois, outra mulher negra, também nascida em Porto Alegre, aproxima esse sonho de novos horizontes. Pelo conselho de Caco Velho, Zilah abraçou o samba. Hoje, é essemesmo abraço que alcança Marguerite, reafirmando que a música também é uma herança afetiva.

Fundamentado na noção de arquivo vivo, o espetáculo compreende a voz como documento sensível e o corpo como tecnologia ancestral. Cada canção é uma travessia. Não se trata apenas de interpretar um repertório, mas de reacender sua delicadeza, sua força e sua potência.

O repertório reúne obras de Zilah Machado, como Bahia no Coração, Samba Está Aqui e Calmaria, além de My man’s gone now, de George Gershwin, aproximando diferentes paisagens sonoras em diálogo com o jazz, o samba e as musicalidades afro-brasileiras. Música, palavra, corpo e poesia caminham juntos, ampliados pela intervenção poética de Rosa Mayommbe, que transforma a cena em um território de memória, presença e reverberação.

Marguerite Ramos Silva nasceu em 18 de junho de 1982. Maria Zilah Machado nasceu em 13 de abril de 1928. Ambas nasceram em Porto Alegre. Entre elas existem cinqüenta e quatro anos de distância, mas uma mesma cidade, um mesmo amor pela música e a convicção de que cantar também é preservar a memória de um povo.
A apresentação acontece em diálogo com datas que evocam a resistência e a memória da população negra.
No dia 23 de setembro de 2026, às 12h30min, o Teatro Olga Reverbel abre suas portas para este encontro, com entrada franca.

Como ação de difusão e valorização da literatura, escritoras, escritores, ocuparão o hall de entrada do teatro antes e após do espetáculo, compartilhando suas obras com o público. Entre livros, palavras e encontros, a literatura dialogará com a música, ampliando a experiência artística e celebrando a potência das vozes que escrevem, cantam, preservam a memória cultural.

Porque algumas vozes não pertencem apenas ao passado.
Elas continuam cantando em nós.

Ficha técnica completa
Marguerite Ramos Silva – Voz
Renate Kollarz – Contrabaixo Acústico
Davi Moreira – Violão e Arranjos
Luiz Mauro Filho – Piano
Eliezer Moreira – Trompete
Tuti Rodrigues – Percussão
Participação Especial:
Cesio Sandoval Peixoto – Pandeiro

Local

Teatro Oficina Olga Reverbel

Estacionamento

O estacionamento tem entrada pela Rua Riachuelo, 1089, com elevador de acesso aos espaços.
Faça aqui a reserva de sua vaga e pague o valor único de R$ 30,00 durante os espetáculos.
Após a compra, o acesso será liberado por QR Code e também pela leitura da placa do veículo, permitindo entrada e saída com facilidade.

Classificação indicativa

Livre
Livre

Theatro São Pedro