Palavra e arte: Renato e Emily Borghetti falam sobre histórias, linguagem e música no Teatro Olga Reverbel
Publicação:
A relação entre música, movimento e linguagem foi o tema da sexta edição do Casa da Palavra, projeto do Multipalco Eva Sopher com apoio da Casa da Memória Unimed/RS e do Sescoop/Rs. No palco do Teatro Olga Reverbel, o músico Renato Borghetti e a bailarina Emily Borghetti foram recebidos pela mediadora Bruna Paulin.
Acompanhados pelo violonista Neuro Júnior, os artistas, pai e filha, contaram um pouco de suas histórias e mostraram como “conversam” na linguagem da música e da dança.
Para Emily, a dança fala por si. “Às vezes, é difícil explicar isso. Depois a gente vai fazer e vai ficar bem claro. A gente está conversando o tempo todo. Então, a palavra está ali o tempo todo”, disse a coreógrafa, acostumada desde a infância aos tablados.
“Você não é a bailarina simplesmente, mas sim uma artista da performance, do movimento e da música. Não tem como separar isso. Impossível, porque você está fazendo música com o corpo o tempo inteiro”, afirma.
Já Renato Borghetti, um dos maiores músicos do estado, construiu uma carreira de mais de 40 anos dedicada à música instrumental, contando histórias sem palavras. “
“A primeira vez que teve uma voz nas minhas gravações foi o querido Gelson Oliveira e o Milton Nascimento fazendo Prenda Minha. Então, a voz nunca estava muito presente nos meus discos, mas a força da palavra é muito grande. E querendo ou não, está contando um monte de histórias com a música”, disse Renato.
Renato e Emily ainda contaram sobre o projeto Fábrica de Gaiteiros, que forma crianças e adolescentes na gaita de oito baixos, em Barra do Ribeiro, Região Metropolitana de Porto Alegre. Idealizado pelo compositor, o espaço teve a arquitetura assinada por Emily, e deve abrir uma sede nova, em Porto Alegre, em breve.
Acesse aqui e ouça o bate-papo na íntegra.
CHULA NO MULTIPALCO
Emily volta ao Multipalco Eva Sopher com o espetáculo solo CHULA, no dia 11 de novembro, às 20h. Com direção cênica de Silvia Canarim e música ao vivo de Neuro Júnior (violão sete cordas), Dionara Fuentes (piano) e Pedro Borghetti (bombo leguero), CHULA une dança, som e dramaturgia, com o corpo como instrumento.
O espetáculo é no Teatro Simões Lopes Neto, tem entrada franca, com retirada de ingressos uma hora antes do espetáculo.